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A implementação da LGPD no e-commerce representa um avanço muito significativo para o setor de comércio eletrônico brasileiro.

Sancionada há cerca de três anos, a Lei Geral de Proteção de Dados passou a vigorar em setembro de 2020. Já as suas sanções começaram a ser aplicadas em meados de 2021. 

Com o objetivo de garantir a segurança das informações pessoais dos consumidores, a legislação alinha o país aos principais avanços legais já promovidos ao redor do mundo

Afinal, a internet tornou-se parte inerente de nossa sociedade e ela é marcada pela movimentação maciça de dados.

Nesse contexto, assegurar transparência e proteção para os consumidores não é apenas uma responsabilidade dos negócios. Na verdade, esse é um meio de viabilizar o crescimento sustentável do mercado atual.

Mas afinal, o que minha organização precisa saber para se adequar à mais recente regulamentação do e-commerce no Brasil? Descubra os detalhes mais importantes a seguir.

O que você precisa saber sobre a LGPD e-commerce 

Estamos vivendo em uma era digital e globalizada, na qual os fluxos de informações ditam a forma com que as empresas se relacionam com os consumidores.

Sempre que interagimos com um site, acessamos um conteúdo ou pesquisamos por um produto na internet, nossos dados são coletados e revelam nossos padrões de comportamento.

De fato, é isso que ajuda a: 

  • personalizar suas experiências de compra;
  • movimentar o marketing dos negócios;
  • garantir as facilidades que todos desfrutamos no universo online.

Entretanto, nesse processo, também surgiram problemas relacionados a vazamentos, uso abusivo de informações, fraudes, entre outros ligados à privacidade dos usuários

Se, por um lado, a coleta e o tratamento de dados são imprescindíveis para o crescimento do mercado, também há uma preocupação crescente com a sua segurança. 

Diante disso, a LGPD no e-commerce foi criada para dar mais proteção às pessoas quanto ao uso indiscriminado de suas informações

Com a lei, os usuários têm mais autonomia para consentir quanto à utilização de seus dados e até para revogar ou apagar as informações acessadas pelas empresas.  

Os negócios devem manter uma cultura sólida de proteção, garantir transparência e só usar dados pessoais estritamente necessários para os fins determinados em suas políticas.

Apesar dos avanços, mudanças tão contundentes podem desafiadoras. A sociedade deve aculturar-se quanto a importância do tema para a manutenção do mercado e da própria democracia. 

Não por acaso, uma pesquisa da RD Station publicada na Exame indica que os empreendedores brasileiros já estão conscientes sobre a importância da LGPD. Apesar disso, apenas 15% dos 93% respondentes já conseguiram se adequar a ela.

Para superar esse impasse, o grande objetivo da LGPD no e-commerce é transformar o compliance digital em algo inerente a toda a empresa. Entenda melhor a questão logo abaixo.  

Entenda o principal objetivo da lei: o compliance digital 

Acima de tudo, a LGPD no e-commerce é uma forma de preservar a confiança e a satisfação do consumidor online. 

Não é novidade que os clientes estão cada vez mais exigentes. Portanto, a adoção de boas práticas de proteção é fundamental para manter as compras na internet atrativas. 

Como citamos acima, o grande desafio é inserir essas práticas em meio aos processos já consolidados das organizações

Somado a isso, está o fator cultural. Espera-se que a privacidade dos dados seja algo prezado por todos, sendo que o ponto de partida para essa mudança está nos próprios negócios.

Para que isso seja possível, a meta da LGPD no e-commerce é difundir o compliance digital. O conceito diz respeito ao pleno alinhamento das atividades corporativas às leis que as regem.

Se o mundo é orientado por dados, o uso consciente dos mesmos precisa literalmente ser algo “cultural” nas organizações.

Ou seja, todas as lideranças, colaboradores, ecossistemas de parceiros e demais envolvidos com a empresa precisam guiar sua atuação com base nesses novos paradigmas. 

Quando falamos de cultura, nos referimos justamente aos hábitos das pessoas e àquilo que elas fazem em suas práticas cotidianas.

Isso quer dizer que não basta apenas “cumprir a lei”. A ideia não é ter um checklist do que “pode e o que não pode”. A transformação deve estar na mentalidade e nos comportamentos. 

Claro que nenhum negócio quer sofrer multas e nem prejudicar sua credibilidade por descumprir a legislação. Isso também é algo importante e que deve ser priorizado.

Contudo, aculturar-se à LGPD no e-commerce é principalmente uma maneira de preservar a legitimidade do setor e manter relações cada vez mais transparentes junto ao público

Nos próximos itens, entenda melhor os impactos e as medidas que podem orientar essa adaptação na sua empresa.

Qual o impacto da regulamentação do e-commerce no Brasil? 

Com a LGPD no e-commerce, as empresas que não prezam pela proteção dos dados concedidos pelos seus usuários poderão sofrer com penalidades.

Elas vão desde simples notificação, até a interrupção das atividades de tratamento e multas que chegam aos R$ 50 milhões. 

Em primeiro lugar, as organizações devem mudar a forma com que coletam as informações. Agora, as pessoas devem dar seu consentimento claro para isso.

Quanto ao armazenamento, só podem ser mantidos os dados estritamente necessários para a atividade pretendida

Nesse sentido, eles também devem ser protegidos contra qualquer vazamento ou acesso por pessoas desautorizadas. 

Inclusive, essa utilidade deve estar clara no momento do aceite da coleta e na política de privacidade.

Outro ponto importante é assegurar que o consumidor possa alterar, limitar e até apagar as informações acessadas pelo negócio. 

Como você pôde ver, essas mudanças exigem transformações significativas nos processos já adotados.

Abaixo, veja qual é o ponto de partida ideal para que você consiga adequar-se à nova cultura estipulada pela LGPD no e-commerce.  

Como você pode adaptar o seu negócio online 

Para que o e-commerce siga impactando a indústria positivamente, cabe à sua empresa transformar os meios com que interage e se relaciona com o público. Para adaptar-se, é fundamental começar com algumas mudanças, que incluem: 

Tornar obrigatório o consentimento

Para que seu negócio utilize as informações do usuário, o mesmo deve consentir espontaneamente

Na coleta de cookies ou no uso de ferramentas de rastreamento, você deve utilizar um banner para comunicar os dados que irá coletar e o porquê disso, com um botão de aceite. O mesmo vale para a clareza das informações apresentadas no preenchimento de formulários. 

Deixar claro quais são as políticas

Todo site deve ter uma página dedicada às suas políticas de privacidade. Elas devem estar devidamente atualizadas quanto à LGPD no e-commerce.

As informações precisam ser claras, transparentes e explicar exatamente os processos, objetivos e até os setores responsáveis pelo tratamento dos dados. Recomenda-se assistência jurídica e de plataformas consolidadas no comércio eletrônico para elaborar a política.

Investir em segurança

Prevenir o vazamento de dados é um dos pontos mais importantes da LGPD no e-commerce. A melhor maneira de assegurar isso é com plataformas de vendas protegidas por criptografia. 

Somado a isso, você também deve ter protocolos definidos para os casos em que a privacidade é violada. A ideia é determinar previamente todas as ações necessárias para que eventuais danos ao usuário sejam minimizados ou revertidos. 

Se a sua indústria quer impulsionar suas vendas e ainda melhorar sua relação com clientes e parceiros, conheça os diferenciais do Sellerfy. Oferecemos soluções sob medida para as suas necessidades e que facilitam sua adequação a todos os requisitos da LGPD no e-commerce.

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