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Como o e-commerce impacta a indústria positivamente

O comércio eletrônico tem alcançado altos índices de crescimento nos últimos anos, resultado das oportunidades decorrentes de novas demandas e tendências de hábitos de consumo, principalmente, a partir da pandemia.

O constante avanço tecnológico e as informações que chegam aos dispositivos eletrônicos também contribuíram para a evolução do comércio virtual, através da facilidade promovida pela mobilidade e acesso a qualquer item ou serviço em tempo real, com aquisição a partir de poucos cliques.

O crescimento do e-commerce ainda conta com o aumento gradual do número de clientes, onde o distanciamento e critérios geográficos não interferem mais nas transações comerciais. Além disso, os produtos ficam expostos 24 horas por dia e estão disponíveis para serem entregues no menor prazo, eliminando dificuldades relativas a trânsito, estacionamento, filas de espera, segurança e outros.

Pesquisa 1

De acordo com as pesquisas realizadas por Ebit | Nielsen, o e-commerce nacional registrou recorde de evolução no faturamento em 2020, em uma situação em que [CM1] as pessoas buscaram conforto e praticidade das compras on-line para se protegerem da pandemia.

Os estudos apontam que os fatores determinantes para o crescimento do comércio virtual referem-se a: isolamento social; restrições de circulação; limitação de funcionamento do comércio; frete grátis; novos compradores; e aumento da quantidade de pedidos. Este último é o principal motivador do aumento ao longo dos anos.

Em 2020, o e-commerce brasileiro apresentou crescimento expressivo em relação ao ano anterior:

· R$ 87,4 Bi no volume de vendas (+ 41%);

· 13,2 milhões de novos consumidores (+ 23%);

· 194 milhões de pedidos (+ 30%);

· Ticket médio de R$ 452,00 (+ 8%);

· O Brasil é o terceiro país do mundo que mais faz compras pela internet;

· Cerca de 80 milhões dos brasileiros fazem compras on-line;

· A inclusão das classes D e E tem contribuído com o aumento das vendas;

· Dos novos compradores nos últimos anos, 61% fazem parte da classe C;

· O país ainda lidera o ranking de comércio eletrônico na América Latina, com participação de 59,1%;

Segmentos que mais faturaram em 2020:

· Pet Shop (+ 108%);

· Loja de Departamento (+ 55%);

· Casa e Decoração (+ 53%);

· Perfumaria (+ 44%);

· Informática (+ 41%);

· Esportivo (+ 33%);

· Alimentos (+ 22%);

· Roupas e Calçados (+ 15);

· Autosserviço (+ 11%);

· Farma (+ 11%);

Pesquisa 2

Segundo o levantamento realizado por PayPal & BigData para identificar o perfil e-commerce brasileiro, é correto afirmar que:

· O Brasil possui mais de 1,3 milhão de lojas online;

· O e-commerce é responsável por 8,48% do total de sites na internet brasileira;

· 88,77% dos sites de comércio eletrônico recebem até 10 mil visitas mensais;

· 8,73% são grandes sites, com mais de meio milhão de visitas mensais;

· 76,55% oferecem até dez produtos em seus sites;

· 12,17% oferecem de 11 a 100 produtos;

· 11,28% apresentam mais de uma centena de produtos;

· O estado de São Paulo concentra 58,95% dos e-commerces;

· Rio de Janeiro e Minas Gerais seguem com 6,93% e 6,2%, respectivamente;

· 76,67% das ofertas de produtos custam menos de R$ 100,00;

· 10,31% situam-se entre R$ 100,01 e R$ 500,00;

· 10,07% oferecem produtos acima de R$ 1.000,00;

· 2,95%, para ofertas entre R$ 500,01 e R$ 1.000,00;

· As mídias sociais são adotadas por 68,63% das lojas online;

· 81,96% dos e-commerces são responsivos, ou seja, estão preparados para serem acessados em qualquer tela, inclusive a do celular.

Desafios

Questões como carga tributária, infraestrutura, profissionais qualificados, logística e distribuição vêm fazendo com que o setor industrial repense as formas de atuação no mercado para se manter competitivo. A busca por inovação enxerga novas oportunidades de crescimento no comércio eletrônico, seja por meio da abertura de lojas virtuais ou da participação em marketplaces.

Estratégias

Estrategicamente, o segmento industrial deve impulsionar as vendas on-line com investimentos em recursos tecnológicos e na utilização dos canais digitais, a fim de aumentar a exposição e a notoriedade. O comércio virtual utiliza os expedientes de marketing (técnicas de otimização dos mecanismos de busca, definição do público-alvo, perfil de consumidor real, captação de leads, criação de sites, uso de blogs, posts em redes sociais, envio de e-mails, portais e outras ações) para alcançar destaque no mercado e fechar bons negócios. Afinal, é preciso considerar a alta competitividade.

Expectativas

Para 2021, os especialistas do Projeto E-commerce Brasil calculam aumento de 59% no faturamento do e-commerce. A estimativa é de que as vendas totais alcancem as cifras de R$ 154 bilhões e o número de pedidos aumente 32%, chegando a 437 milhões. O valor médio das compras esperado é de R$ 1.447,00 com alta de 17% em relação ao ano passado. Além desses números, o crescimento do setor deve ocorrer em razão da solidificação de e-commerces locais, do fortalecimento dos marketplaces, da maturidade logística do setor para agilizar as entregas e demonstrar eficiência operacional.

Oportunidade e satisfação

O setor industrial apresenta determinadas particularidades que podem ser facilmente resolvidas por meio de direcionamento assertivo e da aplicação dos serviços adequados que permitirão à indústria lograr bom êxito no e-commerce. Não há dúvida de que o comércio eletrônico oferece excelentes oportunidades para a indústria e demais setores expandirem os negócios de modo estratégico. Ao mesmo tempo, o ambiente virtual favorece a oferta de inúmeros produtos para atender à crescente demanda de consumidores cada vez mais exigentes.

Fontes: Ebit|Nielsen, PayPal & BigDataCorp e E-commerce Brasil

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